A Prefeitura de Alagoinhas intensificou as ações de combate ao mosquito ades Aegypti em 2026. Durante os primeiros quatro meses do ano, os 53 agentes de endemias da Vigilância em Saúde percorreram 1.725 quarteirões da cidade, com prioridade para as áreas onde o índice de infestação do mosquito é maior, a exemplo do Petrolar e Centro. Porém, o número de imóveis fechados ou cujos moradores recusam a visita dos profissionais dificulta o controle total dos focos. De um universo de aproximadamente 60 mil imóveis, quase 29 mil não puderam ser vistoriados.
A diretora da Vigilância em Saúde do Município, Claudine Ramos, explica que o poder público tem reforçado as inspeções em 128 pontos estratégicos. “Os agentes de endemias eliminaram depósitos que poderiam servir como criadouros do mosquito em cerca de 31 mil imóveis, mas eles precisam conseguir entrar nas casas. É importante que a população seja nossa maior aliada, mantendo a vigilância constante dentro de seus lares”, diz.
O trabalho da Vigilância em Saúde também inclui a utilização de inseticidas para conter o avanço do mosquito. No entanto, o aumento nos números de casos mostra que não se pode baixar a guarda. O Índice de Infestação Predial (IIP) atingiu 1,97% em Alagoinhas, o que classifica o município em estado de alerta para a proliferação de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya. A maioria dos focos é encontrada em ambientes domésticos.
Para reverter esse quadro, é fundamental que cada morador adote uma rotina simples de cuidados. “Além de receber os agentes de endemias, é importante que cada morador mantenha caixas d’água, tonéis e galões lacrados; limpe calhas, remova pratinhos de vasos de plantas e guarde garrafas sempre de boca para baixo. Além disso, é preciso evitar o acúmulo de lixo e objetos que possam acumular água parada nos quintais”, orienta Claudine Ramos.


