Em decisão, juíza aponta que Henry foi vítima de abuso físico pelo vereador Dr. Jairinho

A juíza Elizabeth Louro, titular do 2º Tribunal do Júri, afirmou que as investigações sobre a morte do menino de 4 anos, Henry Borel Medeiros, apontam que a vítima era abusada de fisicamente pelo padrasto, o médico e vereador, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como o Dr. Jairinho (Solidariedade). De acordo com a publicação de O Globo, a decisão da juíza foi comprovada através de  provas de conversas, por um aplicativo de mensagens, entre a mãe da criança, Monique Medeiros da Costa e Silva, e a babá de Henry, Thayna de Oliveira Ferreira, de 25 anos. 

Ainda conforme o jornal, o diálogo, que aconteceu no dia 12 de fevereiro, mostra que a mãe da vítima sabia das agressões cometidas pelo médico e vereador contra o seu filho. Nas trocas de mensagens a babá relata que Henry estava preso no quarto com Dr. Jairinho e quando saiu estava mancando.

Contudo, Thayna negou os maus tratos durante o seu depoimento realizado na 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca, onde o caso está sendo investigado.

Além disso, a juíza Elizabeth continuou apontando contradições nos depoimentos dos investigados e das outras testemunhas ligadas ao casal. Segundo a magistrada, eles negaram ter notado qualquer anormalidade em relação a criança de 4 anos.

Vale lembrar que a decisão da juíza determinou, além da prisão de Dr. Jairinho e Monique, a apreensão do celular da babá, assim como a quebra de sigilo e a extração de dados do aparelho. A magistrada completou informando que há sérios riscos para a coleta de indícios e provas, uma vez que os investigados têm influência sobre testemunhas relevantes para o esclarecimento do caso. Foi constatado nas investigações, segundo a decisão judicial, que as testemunhas, antes de prestarem depoimentos, passavam no escritório do advogado de defesa do casal. A situação é descrita em outro trecho da decisão:

“Releva notar, por oportuno, que as mesmas testemunhas, ligadas aos investigados, que prestaram depoimentos contraditórios, antes de se dirigirem a unidade policial atendendo à convocação da autoridade para deporem, foram levadas ao escritório do patrono de ambos — em procedimento tão inusitado quanto antiético – previamente orientadas a assim agirem pelos investigados, segundo seus próprios depoimentos

 

Da Redação:NCN=Nossa Conexão News com BNews

 

 

Foto:Redação/BNews

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